Luna a criadora do mindim

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GRATIDÃO A TODOS QUE PARTICIPAM DA MINHA VIDA

Aqui, duas vidas se misturam e se separam ao mesmo tempo: nasci uma pessoa, apenas, e assim segui até que a escritora poetisa apareceu e se assumiu, sentou e assentou-se, tomou o seu lugar. Daí para hoje tantas águas nos banharam. Águas frescas, quentes, mornas ou pelando corpo e alma; águas frias, gélidas a nos levar à hipotermia. E assim caminhamos por estradas tantas e de tantos pisos como terra batida, terra fofa, cascalhos, pedras, piche, lama e tantos outros trechos. Quero deixar aqui minha sempre gratidão a todos que participam dessa história com visitas de tantos países, de tantos lugares, aos meus blogues. Obrigada pelas estimadas presenças. Prosperidade, amor, paz e alegria a todos, é meu desejo!

ESMERALDA - dueto em cordel



IMAGEM GOOGLE


ESMERALDA

Um dia vi Esmeralda
Contando os dias nos dedos
Pedras de um verde-esmeralda
Afastariam seus medos
Arrumou sua mochila
Tomou chá de camomila
E foi para os seus folguedos

Esmeralda, moça linda,
Corria livre nos campos
De uma beleza infinda
Cabelos soltos, sem grampos,
Banhava-se em cachoeiras
Que vinham das cordilheiras
Chamadas “dos Pirilampos”

Nos folguedos que fazia,
Lá naquelas alterosas,
Su’alma se refazia
Entre as flores mais cheirosas
Seus olhos verdes brilhavam
E a natureza enfeitavam
Quais duas pedras preciosas

Mas Esmeralda um dia
Dos folguedos não voltou
Seu cantar já não se ouvia
Seu povo se preocupou
Lamentou, caiu em prantos
Fez reza contra quebrantos
Mas de nada adiantou

O povo então reunido
Com o padre, freira e beata,
(E o delegado escolhido)
Resolveu entrar na mata
Até noiva de grinalda
Foi procurar Esmeralda
Saíram todos à cata

À medida que entravam
Naquela mata fechada
De emoção se arrepiavam
Naquela dura jornada
Passaram por cachoeiras
Subiram em ribanceiras
De Esmeralda... Viram nada!

Veio um grande vendaval
Se abateu sobre o lugar
Um trovão fez-se ecoar
No meio do temporal
Da mata surgiu alado
Um ser todo iluminado
Não se viu se era animal

À frente, em grande beleza,
Havia um grande castelo!
Guardas disseram: “Sua Alteza,
Pede que entre o mais singelo”
Veio do meio do povo
Homem em feições de novo
E tão simples quanto belo

Co’ar de anjo, belo e novo
Ele adentrou ao palácio
Sob auê vindo do povo
Tinha escriba com pitácio
No “b-a-ba” de tal frevo
Tudo anotado em relevo
Escrevia escriba Inácio

Era um jovem maranhense
Que nadou no rio corda
Com ar de parisiense
Da infância ele se recorda
Namorou a gari balda
Mas quando viu esmeralda
Deu volta em toda uma 'torda'

E la se foi o singelo
A saber da vossa alteza
Ao entrar ficou amarelo
Pois viu cheia de beleza
Sua mui querida esmeralda!
Em sorriso que se esbalda
Singelo diz 'sou marcelo'

Marcelo, pequeninim,
Por onde ia ou passava
Todos falavam 'ó o tokim'
Mas ninguém dele abusava
Depois de se apaixonar
Só queria o poetar
Que para esmeralda dava

E ela, então, por sua vez
À sua alteza entregava;
Sua alteza em altivez
Com a bela combinava
“O traremos para o reino,
Ele fará nosso treino;
... Bom seria se casava

Com nossa bela esmeralda!...”
Feliz ela combinou
Com sua alteza a grinalda
A todo o povo contou
E o povo se deleitava
A nina a tokim amava
O povo feliz mostrou

Tudo então se combinou
Ali naquele palácio
Sua alteza os casou
E de novo foi Inácio
O escriba a escrever
Todo aquele acontecer
Pra todo o reino de Clácio

Lá onde tokim e esmeralda
Vivem na felicidade
E o povo já compra fralda
Sempre que vai à cidade;
Querem, pois, muitos rebentos,
Por isso ficam atentos
Ao casal da eternidade!

by Ineifran&Luna

 07DEZ2011


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