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GRATIDÃO A TODOS QUE PARTICIPAM DA MINHA VIDA

Aqui, duas vidas se misturam e se separam ao mesmo tempo: nasci uma pessoa, apenas, e assim segui até que a escritora poetisa apareceu e se assumiu, sentou e assentou-se, tomou o seu lugar. Daí para hoje tantas águas nos banharam. Águas frescas, quentes, mornas ou pelando corpo e alma; águas frias, gélidas a nos levar à hipotermia. E assim caminhamos por estradas tantas e de tantos pisos como terra batida, terra fofa, cascalhos, pedras, piche, lama e tantos outros trechos. Quero deixar aqui minha sempre gratidão a todos que participam dessa história com visitas de tantos países, de tantos lugares, aos meus blogues. Obrigada pelas estimadas presenças. Prosperidade, amor, paz e alegria a todos, é meu desejo!

AMIGO DO CÃO


AMIGO DO CÃO 
(cordel em sextilha)


De humilde tal e coisa
Chega todo simplesinho
Disfarçado de cordeiro
Ah, o bicho é um lobinho
Perfumado esconde o azougue
E vem com todo jeitinho

Ele encanta a todo mundo
Se mostrando tão bonzinho...
- Opsss... tem gente que refuga...
Tem quem veja seu fundinho
Mas de crente a não ver nada
Se tem sempre o tal bobinho

Vai o bicho 'arrudiano'
Montando o seu pedestal
Fingindo ser generoso
Faz agrado e coisa e tal
Reza ate em nome de Deus
Pra ninguém ver que é do mal

Pega criança no colo
Assim, vai dando o seu bote
Faz pose pra tirar foto
É para que ninguém note
Que invisível ao seu lado
Um verdadeiro magote

Exímio toca a viola
Tira acorde em melodia
E assim vai o tal gajo
Dia e noite e noite e dia
Enganando mundo e fundo
Ninguém nota a ironia

Mas não lhe tire o chapéu
Debaixo tem chifre grande
O bicho tem ate espora
Que na botina se expande
É seu espanta cavalo
Pra fugir de surra grande

O tal amigo do cão
É mesmo bicho tinhoso
Ninguém o diz ser assim
Mesmo sendo caprichoso
Não se percebe esse lado
Por ser um todo jocoso

E o bicho só mostra a cara
Quando muito contrariado
Da cabeçada em tudo
Que fede chifre queimado
Risca o chão com a espora
E gira como um tornado

Inventa maledicências
Sai conversando fiado
Maldito não vale nada
Inda quer ser admirado
Mexe com o nome alheio
Solta mentiras em brado

É nessa hora do olé
Que se rende toda graça
De não cair em cilada
Armada por qualquer traça
Há sempre que vigiar
Pra não cair em desgraça

09FEV2012


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